Palavreando: Encontros

quinta-feira, 27 de abril de 2017


Encontros...

Segundos. Minutos. Horas.

A troca de olhares ficou gravada em suas memórias por muitos dias seguintes; Ele estava no trem, ela na estação, quando se olharam pela primeira vez. Familiaridade. Havia algo na sensação muito maior que um dejá-vu. Se você estivesse ali talvez conseguisse palpar tamanha era a certeza de que se conheciam. Ver sua partida lhe despertara uma pontada de dor desconhecida.

Na segunda vez em que se encontraram, lá pela semana seguinte, os papéis haviam sido invertidos. Ela sorriu ao perceber o quanto ele ficava lindo com o sobretudo preto e o cachecol no pescoço. E vestido assim ele ficava ainda mais familiar.

Na terceira vez, ela perdera o trem de propósito. Na ansiedade de vê-lo. Não mais era capaz de ignorar os olhos castanhos claros que lhe apareciam sempre que fechava os seus.  “Bom dia”, ele sussurrou lhe ao ouvido, ao vê-la parada na estação. “Bom dia” disse de volta. E ficaram ali os dois, sorrindo um para o outro.

O trem veio e ambos já não podiam ignorar a condução. Compromissos os aguardavam. Ela, ao centro da cidade. Ele, em um bairro mais afastado. Trocaram contatos e nomes. Ela subiu ao trem e não conteve a sensação de olhar para trás e se certificar de que ele fazia o mesmo. E o fazia.

Mal sabiam que, séculos atrás, existiu uma outra estação de trem, mas os mesmos corações.



Beijos!


Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Livro Outlander e a história escocesa

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Oii leitores, tudo bem?

Eu sempre acreditei em como a leitura pode nos engrandecer. Seja pelas informações culturais ou pelos ensinamentos. Como falei há algumas semanas, estou fazendo a leitura coletiva de Outlander. E além disso, estou tendo uma motivação maior para pesquisar sobre a cultura escocesa, fatos históricos. E o mais bacana do conhecimento é a chance de compartilhamento, não é?

Pensando nisso, estou trazendo para vocês algumas coisas que aprendi em duas semanas de leituras (400 páginas). Espero que gostem!

Jacobismo
O jacobitismo foi um movimento político dos séculos XVII e XVIII na Grã-Bretanha e Irlanda que tinha por objetivo a restauração do reinado da Casa de Stuart na Inglaterra e Escócia (e depois de 1707, ano em que o Reino da Escócia e o Reino da Inglaterra num Tratado de União se uniram criando a Grã-Bretanha). Esse movimento acabaria por ser derrotado, sobretudo em dois grandes momentos e batalhas em 1715 e 1748 respectivamente.


O jacobitismo foi a resposta à deposição do referido rei James em 1688, ano da Revolução Gloriosa, em que ele foi substituído pela sua filha protestante Maria II de Inglaterra juntamente com o seu marido Guilherme de Orange, por parte das forças que o apoiavam.
Os Stuarts passaram a viver no continente europeu depois disso, tentando ocasionalmente recuperar o trono britânico com a ajuda da França e Espanha (e das forças católicas existentes em certas zonas como a Irlanda e as Highlands escocesas). Na Escócia, a causa jacobita tornou-se envolvida na agonia do sistema dos clãs guerreiros das Highlands, e tornou-se uma memória revivalista romântica.
O emblema dos jacobitas é a rosa branca, a White Rose of York; o Dia da Rosa Branca é celebrado a 10 de junho, o aniversário de Jaime Francisco Eduardo Stuart, conhecido como "The old pretender" que caso tivesse tido êxito teria sido o rei Jaime III de Inglaterra (VIII da Escócia), nascido em 1688.

Sistema de clãs
Um clã é um grupo social reconhecido pela lei escocesa, tal como uma instituição pública, uma organização, ou empresa, na condição de ter um chefe. Em parte os clãs são grupos baseados no parentesco. A palavra clã vem das formas gaélicas clann, "descendência" ou "família", tanto em gaélico irlandês como escocês, e clanna, "crianças" A palavra foi trazida para o inglês à volta de 1425 como etiqueta para a natureza tribal das sociedades gaélicas irlandesa e escocesa. O termo gaélico para 'clã' é fine (soa como 'fin').
Em alguns sistemas de clãs como o sistema escocês os clãs podem unir famílias e descendências diferentes se todos concordarem em unir-se debaixo de um chefe comum. No sistema escocês só os chefes têm autoridade para conceder o estatuto de membro do clã a alguém, mesmo a uma pessoa que simplesmente trabalha para o clã, ou que vem solicitar a proteção ou ajuda do clã, desde que estas pessoas reconheçam a autoridade do chefe. Para além disso, a seleção de chefe ou chieftains de um clã é tradicionalmente muito diferente do sistema teutónico/normando de títulos hereditários. Um clã pode eleger e seguir quem eles quiserem como chefe. Chieftain, que não tradução para outras línguas, refere-se aos chefes secundários, de ramos do clã.

O kilt
No final do século 14, ele já era usado pelo povo gaélico, que vivia na Irlanda. Com a migração dos gaélicos para a região úmida e chuvosa das Highlands, no norte e no oeste da Escócia, o aparato foi adotado pelos escoceses da região. Os kilts serviam para a proteção contra a umidade e o frio típicos de lá.
O tecido era feito de lã escovada, que impermeabilizava à água. Naquela época, a peça única era presa ao corpo, como um tipo de manto. É aí que está a origem do nome “kilt”, que, na antiga língua falada na Escócia, significa o ato de “prender uma roupa no corpo”. O tipo de xadrez do kilt (chamado de tartan) mudava de estampa de acordo com o clã daqueles que o usavam. A peça atual, em formato de saia, é criação escocesa e só passou a ser usada a partir do século 18.
No século seguinte, foi adotada como símbolo de identidade nacional e hoje é vestida por cidadãos escoceses e de outros países, como Inglaterra, em ocasiões diversas, como festas formais, eventos da moda ou pela plateia de jogos esportivos, 

Essas foram apenas algumas das informações! Quem quiser entrar no grupo, o link é aqui.  Faremos a leitura coletiva de toda a série! 

Beijos!


Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Escrevendo sem medo: 21 fatos sobre mim

domingo, 23 de abril de 2017

Oiie leitores, como vão?

O desafio de abril do projeto Escrevendo sem medo era escrever um fato sobre mim para cada aniversário. Ou seja, 21 anos, 21 fatos. 

  1.  Eu não gosto muito de comer, salvo se for doce ou sorvete. 
  2.  Já quis ser psicóloga, acabei cursando algum tempo de engenharia e agora quero fazer comunicação social. 
  3. Eu era muito fã de High School Musical e sabia cantar todas as músicas
  4. Perdi meu pai aos 7 anos
  5. Tenho depressão
  6. Quando tinha onze anos escrevi três "livros" (que não mostro a ninguém!)
  7. Não sei tietar, por mais fã que seja, não consigo!
  8. Comecei a fazer teatro, aos 21 anos
  9. Já frequentei três religiões diferentes
  10. As pessoas me acham calma (para uma ariana), mas a verdade é que ainda não me viram irritada. 
  11. Detesto ser acordada com os outros fazendo barulho
  12. Tenho medo de perder mais alguém
  13. Quando li A caixa de pássaros, me assustava até com o cair das folhas. 
  14. Morro de medo de filmes de terror, principalmente se eles falam de possessão de espíritos
  15. Adoro ler romances, mas na minha vida sou muito mais prática que romântica
  16. Escrevi um conto e ele foi selecionado para compor uma coletânea chamada "Isso também é preconceito" (logo será lançada!). 
  17. Tenho três tatuagens (câmera, Expecto Patronum e Faith)
  18. Já fui a fã party
  19. Sou viciada em Funko Pop, pena que são tão caros!
  20. Sonho em ter minha própria biblioteca!
  21. Tenho um gosto musical bem variado (ouço de tudo um pouco!) e sempre tive vontade de aprender a tocar algum instrumento. 
Bom, essas são algumas curiosidades sobre mim, gostos que fui desenvolvendo ao longos dos anos. E vocês, o que aprenderam ao longo das suas trajetórias?

Beijos!






Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Lê & séries: série Outlander

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Oiie pessoal, como vão?


Como disse há uns dias, estou promovendo a leitura coletiva de Outlander - explico tudo aqui - e decidi começar a assistir a série que tem a primeira temporada disponível na Netflix. 

Para não receber muitos spoilers, assisti aos primeiros dois episódios - os que se referiam aos capítulos que já havia lido. 

Sinopse

Seis meses após o fim da Segunda Grande Guerra, Claire e Frank tem a oportunidade de "recomeçarem" seu casamento. Nada melhor do que começar com uma segunda lua de mel nas Terras Altas, Escócia.  Claire acaba sendo misteriosamente transportada para a Escócia de 1743.  


Minhas primeiras impressões

Hmm, vamos falar de adaptações? A série é muito bem adaptada! Com direito a uso das mesmas falas e tudo. Claro que algumas informações acabam sendo alteradas, mas eu até gostei.

Na série, por exemplo, a Claire é muito mais marcante que no livro. Consegue se impor mais facilmente. Frank é um típico inglês, mais reservado, mas carismáticos à sua maneira. 

Amei a cenografia, tudo parece muito real!! A série tem aquele clima gostosinho de adaptações de época (o que eu particularmente adoro!). Já quero ver muito mais! O Jamie está maravilhoso e "Black Jack" Randall é aquele vilão que você detesta! 

Logo trago minhas impressões dos próximos episódios! 

Beijos!



Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Memórias do meu primeiro blog

domingo, 2 de abril de 2017

Oiie leitores, como vão?

Estamos no mês no BEDA, isso quer dizer que teremos muitooos posts este mês! Este é um especial do grupo United Blogs (facebook), onde o desafio relâmpago era falar sobre seu primeiro blog. 

Esse tema me trouxe muita nostalgia. Quando criei o blog, eu passava por uma série de conflitos pessoais e familiares. Depressão, troca de curso na faculdade... Foi uma loucura! Eu sempre escrevi e li muito. Aos dez, onze anos eu terminava dois livros, sendo um deles com volume I e II. 

Depois disso, tive um forte bloqueio criativo. E a criatividade voltou a tona em pleno curso de Engenharia. E terminar o curso se tornou insustentável. Não conseguia estudar, focar, nada! E fazer um blog sempre foi algo que minha mãe insistia para eu fazer. 

E aí pensei: porque não? Decidi unir minha vontade de escrever com os livros que lia. E assim começaram a sair as primeiras resenhas. Bem timidamente e morrendo de medo, eu as publiquei. 

Medo de não fazer certo, de não gostarem... Mas pelo contrário! Foram gostando e eu fiquei cada vez mais motivada! E já estamos quase chegando ao primeiro ano do blog e eu ainda lembro como se fosse ontem quando tudo começou. 

O tempo passa rápido, né?

Beijos!



Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Projeto especial: leitura coletiva Outlander


Oiie leitores, como vão? 

O post de hoje é bem diferente. É um convite. Há um tempão eu vinha namorando o livro Outlander - sim, tenho um fraco por livros grossos! Não sei explicar! - e depois que saiu a série na Netflix, a vontade só cresceu. 

O tempo passou, não vi a série e tampouco li o livro. Mas decidi parar de procrastinar.  E junto da Laise, do Mundo Sublinhado, criamos o projeto: Leitura Coletiva do Outlander. Onde durante o mês de Abril leremos o livro. 

E além disso, convidamos todos os leitores a discutir o que estamos achando da obra, esta que é repleta de fatos e curiosidades históricas. E também, vamos publicar várias curiosidades que tornarão - espero - a leitura ainda mais gostosa!


Vem participar!  O livro é grosso, mas a leitura é tão fluida que quando percebe, já leu várias páginas! 

Te espero em nosso grupo do facebook: Leitura coletiva Outlander

Beijos!


Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Lê e filmes: Ele está de volta

quinta-feira, 30 de março de 2017

Hey cinéfilos! Como vão?

A dica de hoje é o filme Ele está de volta (tem disponível na Netflix e Youtube). O conheci através da dica de um professor - em ano de vestibular começamos a assistir vários filmes desta maneira, né? -  e acabei achando que seria válido discutir um pouco aqui sobre seu enredo. 

Sobre o filme
Baseado no livro de mesmo título, Adolf Hitler acorda em um terreno baldio em Berlin, no ano de 2011, sem memória alguma do que aconteceu depois de 1945. Perdido, ele se vê em uma sociedade completamente diferente, onde não há partido nazista, a guerra e o país é governado por uma mulher. Ele é reconhecido pelas pessoas que acreditam que seja apenas um artista que não consegue sair do seu personagem. Mas, um discurso de Hitler é viralizado na internet, e a partir daí todos querem ouvi-lo, saber sobre ele, até que ganha um programa de televisão onde propaga suas ideias ao mesmo tempo em que tenta convencer a todos que ele é quem realmente diz ser.

Minhas impressões


O filme ele é meio dramatúrgico e documentarista, ao mesmo tempo. Durante as filmagens, o ator que fazia Hitler e sua equipe saiam pelas ruas da Alemanha, entrevistando os moradores - para falar sobre o que eles pensam sobre diversos aspectos da sociedade - e foi constatados dados alarmantes. Quase todos os entrevistados reagiram bem ao conversar com "Hitler" e de certa maneira, até apoiavam. 

'"Eu não me elegi sozinho. Confiaram em mim para conduzir o país, pois Eles (a sociedade alemã, no caso) tem os mesmos princípios que eu''

Quando "Hitler" diz a frase acima, no filme, podemos constatar uma realidade cruel. Sendo o representante um espelho da comunidade, quem estamos apoiando ultimamente? Recentemente temos visto muitas pessoas se utilizando de discursos de ódio para culpabilizar a minoria de algum problema. E quando se trata de políticos, o número é bem preocupante. 

O filme traz à tona a crítica de como podemos abrir "espaço" para este tipo de discurso. Hitler fazia discursos extremista na rede televisa e chega a conquistar a maioria da população, no filme. E na Internet, ganhava ainda mais força! 

De maneira humorística, Ele está de volta te fará refletir sobre questões como discurso de ódio e fundamentalismo. 

Quem já assistiu?


Ele está de volta

Data de lançamento: 9 de abril de 2016 diretamente para TV (1h 56min)
Direção: 
Gênero Comédia
Nacionalidade Alemanha
Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.
 
© Lê e Ler!, VERSION: 01 - BOOKS - outubro/2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Maidy Lacerda,
Tecnologia do Blogger.
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