Entrevistando: o autor Lucinei M Campos

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Oiie queridões, como vão?

Ainda estou na energia da Bienal então preparem-se para uma maratona de entrevista, ao longo do mês virão mais três! #adoro

No dia 6 de setembro tive a oportunidade de entrevistar o autor Lucinei M. Campos, em um estande da Secretaria de Educação do RJ, lá na Bienal. Trouxe para vocês, que não puderam ir, um pouco do que descobrimos do autor, então espero que vocês curtam!

Um pouco sobre o autor

Nascido em 16 de outubro de 1983, Lucinei M. Campos é um jovem professor e escritor de alma e profissão. Carioca, foi criado nas ruas da Maré, um dos maiores
complexos de favelas do Rio.

Formou-se em História e se especializou em História da África e da Diáspora Africana no Brasil. Divide sua carreira de escritor lecionando na rede pública estadual de ensino local para jovens, adolescentes e pré-adolescentes.

Atua no mercado literário como autor independente, sendo conhecido como o Mago Branco, devido à fantasia de um dos personagens de seus livros, que utiliza em suas apresentações. Além da série Lavínia, acaba de lançar o romance juvenil Violeta não Sabe Amar, sua primeira obra no formato digital.


  1. 1. Como foi que surgiu a inspiração para escrever a série da Lavínia?

Acredito que tenha surgido da minha infância, pois eu era uma pessoa popular, mas sem amigos! rs Isso mesmo. E tinha que viver fugindo dos garotos chatos que me perseguiam. Daí, veio a junção da fantasia, já que eu ficava imaginando o “se”, se eu tivesse poderes, se tivesse uma varinhas, estas coisas. Juntei minha história com com algo mágico.

  1. Em Lavínia vemos muitas referências à mitologias e ao folclore brasileiro. Você sempre gostou desse tema?

Até os dias de hoje não me conformo em rejeitar a nossa mitologia indígena. Há elementos muito bacanas e até melhores que os tradicionais.  Gente, o Boitatá é algo muito legal de se trabalhar! O Curupira! Mas quando vemos livros ou filmes numa temática mítica, só sabemos de gregos e nórdicos. Eu passei a curtir mais quando reparei nos filmes a ausência da nossa história. Aliens invadem a Terra, mas nunca o Brasil. O centro de tudo sempre é Estados Unidos e Europa, nunca temos um papel importante. Resolvi mudar um pouco essa vertente.

  1. Uma das coisas que mais gosto em seu trabalho de divulgação do livro é primeiro, sua roupa de mago. Segundo, os brindes! Acho uma forma muito interessante de cativar as crianças (e inclusive adultos!). E você mesmo quem faz!  Como foi que surgiu a ideia?

A roupa foi uma sacada muito boa, admito. Eu olhei para umas roupas brancas e lembrei de alguns personagens no livro que usam branco, daí, quis trazer para as pessoas verem como é um deles. E, uma coisa que sempre acontece é justamente uma confusão do que sou. rsrs Eu sou na verdade um dos magos auxiliares de Celina, e não uma fada. rs Na rua, os desavisados me chamam de Gandalf, Dumbledore, Zé Gotinha! rsrs E há crianças que me chama de “bruxa”. Acho mágico e divertido! E quando volto de uma feira, geralmente vou assim para o hotel em que estou.

A roupa foi idealizada por mim, mas foi a artista Bel Maciel quem a costurou e fez toda a ligação dos tecidos. Já os brindes, eu mesmo quem faço. Caneta de pena, varinhas! Tudo com certos detalhes únicos. Eu sempre quis ganhar uma varinha quando lia livros de magia, e acho muito legal trazer esta proximidade da fantasia com a realidade. Adultos adoram! rs

  1. Ah, e imagino que o feedback deva ser maravilhoso, né? Você pode falar um pouquinho para gente?

Olha, já fui abordado por um leitor na saída do banheiro de um shopping. Foi estranho e engraçado, pois os outros caras saiam do banheiro e paravam para me ver tirando foto. E muitas vezes sou surpreendido com um abraço e beijos dos menores. Eu acho tudo lindo! Fora como alguns adultos vem até mim e dizem que estou lindo! Nunca recebi tantos elogios na minha vida como em um único evento. Mas reconheço que é devido a roupa! rs

  1. O livro Violeta não sabe amar é bem diferente da série Lavínia. Foi um desafio para você?

Sim. Na verdade, escrever para mim é sempre um desafio. Violeta foi algo de mim, queria construir uma história diferente da fantasia com traços meus. Sabe quando você chega a pensar que não existe o amor? Nós temos sempre um momento assim, eu então peguei este meu pedacinho e formei a menina de 15 anos que detesta o amor e tem o nome mais fofo! rs

  1. Queremos saber! Quais seus autores ou livros favoritos?

Hum… são muitos, mas as vezes curto mais a obra que o autor. Mas vamos lá: Douglas Adams. criador dos livros maravilhosos O Guia do Mochileiro. Chuck Palanhniuk, com o Clube da Luta, No Sufoco e Sobrevivente. Max Brooks, de Guerra Mundial Z. Sidney Santiborg com Escola de Um destino e Anaminese um Louco Coração. Além do que os Olhos Podem Ver, do Jeferson Corrêa. Este último sou apaixonado por este livro dele.

  1. Alguns autores preferem escrever ao som de música, outros o silêncio. Como você prefere o ambiente, na hora de escrever?

Eu não tenho muitas escolhas, porque escrevo quando consigo tempo. Meu filhote sobe em cima de mim ou vem me pedir beijo, aí paro, vejo um vídeo das músicas de Moana, (que já decorei a música do Mauí) canto junto e o libero. Ainda bem que tenho a mente frenética, pois nos outros momentos já vou montando a história e as falas na minha cabeça. As vezes enquanto converso com alguém no Facebook, estou escrevendo. rsrs




  1. Antes de terminarmos, você teria alguma mensagem para aqueles autores que estão querendo publicar seus livros?

O que eu poderia dizer é… não é fácil. Aliás, sonhos não são fáceis, caso contrário não seriam perfeitos. Pesquise do que escreve, veja se tem espaço no mercado, avalie as opções de publicação, porque não precisa ter um selo em seu livro para dizer enfim, sou escritor. Você cria? Você escreve? Consegue elaborar diálogos, histórias ou pensamentos? Então és um escritor.

Uma rapidinha, para terminar.

Uma comida: Que tenha alho ou farofa!
Uma frase: Só o que sinto explica o que faço.

Um lugar: Minha mente!

Algumas fotos do evento da Bienal (e video)

Transmissão ao vivo 1

Bom, pessoal, espero que tenham gostado!

Beijos!


Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Resenhando: Sonata em Punk Rock, de Babi Dewet

quinta-feira, 21 de setembro de 2017


" A vida é como uma orquestra: são necessários muitos instrumentos em harmonia para que a música toda faça sentido. Mas, na maioria das vezes, você nem sabe tocar esses instrumentos. E sempre vai ter alguém dizendo que seu gosto musical é ruim, mesmo que seja o som que te faz feliz. E isso é um saco! Principalmente quando se é jovem e cheio de sonhos. 
Às vezes, para assumir a regência de nossas vidas, precisamos trocar a partitura. Afinal, porque alguém escolheria uma orquestra se pode ter uma banda de rock?"


Hey queridões, como vão?


Você já teve um sonho, né? Okay, provavelmente você está pensando em algumas respostas, vamos ver se advinho?

A) Sim, já sonhei e estou vivendo meu sonho!
B) Sim, mas tive que correr atrás de outras coisas
C) Não, o que é sonhar?

Valentina (mas você pode chamar de Tim, ela prefere) é uma moça que sempre fez de tudo para ser a filha perfeita, principalmente depois que o (cretino) de seu pai abandonou a ela e a mãe. Música sempre foi algo natural para Tim. Ela canta, muito bem, por sinal. E querer aprender algum instrumento foi automático, mas com a curta grana disponível, ela fez uso dos videos da Internet (pensou que ela ia desistir, né?). 

Acontece que quando saímos do Ensino Médio somos cobrados a escolher uma profissão que guiará nossa vida adiante. E é aqui em que você faz a escolha entre A, B ou C. Tim queria viver de música e apesar de descrente de que conseguisse cursar a Academia Margareth Vilela (por motivos financeiros), ela mandou uma carta e fez testes. 

E quando a carta de admissão chegou, dizendo que ela não somente foi aceita, mas que tinha um tal de ouvido absoluto ( um dom que te permite entender todas as notas), Tim ficou sem ar. E agora? O que faria? Imploraria para trabalhar em troca de uma bolsa? 

Eis que o destino lhe manda a solução vestida de terno elegante, um talentoso violinista e há dez anos sumido de suas vidas, se oferecendo para pagar o curso. Apesar de contrariada, Valentina Gontcharov aceita. Ela precisa provar à ela e a mãe que é capaz de vencer as dificuldade e mostrar ao seu progenitor o que ele perdeu. 

Acontece que a academia se tornou um verdadeiro desafio. Como uma menina punk rock conseguiria sobreviver em meio à musica clássica? E tudo piora quando Kim cruza seu caminho de maneira avassaladora. 


" Se não for difícil, não tem esforço. E, se não tem esforço, ninguém se torna mais do que mediocre. (..) Se estiver fácil demais, você está fazendo errado."


Sonata em Punk Rock vai falar de sonhos. Sobre a importância de se fazer a escolha certa, por mais difícil que isso se torne. Por mais que muitos ao seu redor lhe digam que é um absurdo. Mas, deveria ser? "Tocar o que nos faz feliz" não me parece um erro. E Valentina, Pedro, Sarah e Fernando (e até Kim) vão reafirmar isso. 

(nota da blogueira: Não importa se você tem dezoito, vinte ou trinta anos. Ou quem sabe oitenta! Se você respondeu as letras B ou C, deveria repensar. Seriamente. )

Babi Dewet narra o livro em terceira pessoa, nos permitindo conhecer um pouco de todos os personagens, uma vez que a narrativa assume alguns focos. Ora em Tim, ora em Kim ou outro personagem. Por se passar em uma Cidade de Música, o que mais você terá é dicas de música. Rock e música clássica, principalmente. 

(nota da blogueira: não sou de ouvir rock, mas Tim me convenceu a dar uma chance. Já baixei a playlist). 

A leitura é rápida e gostosa e quando percebemos, uma tarde já se passou e o livro acabou (deixando aquele gostinho de quero mais). Além da importância dos sonhos, vai abordar questões familiares de abandono, a amizade e diferenças entre classes sociais. 


Sonata em Punk Rock

Autora: Babi Dewet

Onde comprar: Amazon | Saraiva







Vocês já leram?

Beijos!



Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Resenhando: livro 13, da autora FML Pepper

terça-feira, 19 de setembro de 2017


Hey queridões, eu começo com uma pergunta?

Vocês acreditam em Deus?

Acreditam em destino? Em sorte? 

Rebeca responderia não. E você?

Rebeca é uma jovem que foi criada para ser cética. Sobre tudo: fé, amor, sorte... Ela só acredita em estatísticas e números. Sua vida é regida por isso. Já adulta, passou a ajudar a sua mãe nos roubos, tornando-se uma grande hacker. E ela estava se virando, muito bem obrigada. 

Bom, até sua amiga Susy querer ir ver uma tal de Madame Nadeje, uma cartomante. E cética do jeito que Beca é, ela tenta a todo custo impedir sua amiga de dar ouvidos o que a mulher tem a dizer. Afinal, Beca é uma ladra e conhece todos os truques que a mulher pode tentar aplicar em Susy. 

Até que, ao final da noite, na hora de voltar, cai o maior temporal e Rebeca acaba dando carona a quem menos queria: a própria Madame Nadeje. E a mulher, ao sair do carro, inventa de deixar uma profecia. Rebeca até fica levemente impressionada, mesmo não querendo. 

E quando as profecias começam a acontecer (e não são lá muito boas), mesmo que seja difícil para ela assumir, seu caminho cruza com um motoqueiro misterioso. Para tentar sobreviver com as mudanças de sua vida, Rebeca se agarre à esperança de que a profecia sobre o número 13 também se realize (afinal é a unica positiva). 

Karl é um ex lutador de MMA, que guarda um grande segredo. Hoje, frustado com a vida que leva e as decepções do passado, ele não imaginava o quando aquela jovem do cachecol vermelho reviraria sua vida. 


FML Pepper é autora da série Não Pare! e me surpreendeu nesse novo livro. Primeiro, porque ao contrário do outro, este não tem nada de fantástico. Segundo, ela conseguiu me mostrar que é capaz de escrever um livro romântico e ainda assim, cheio de ação. 

(nota da blogueira: eu já adorava seus livros e fiquei ainda mais apaixonada pela sua maneira de escrever. E já estou ansiosa pelo próximo. Desculpa Pepper!). 

O livro é narrado pelas vozes de Rebeca e Karl, alternando entre os dois. Eu gosto muito de livros assim porque nos permite conhecer a ambos, entender o que cada um sente. 

E eu amei o Karl. E quis dar um tapa na Susy por atrapalhá-lo. #mastemexplicaçao

13 abordará os assuntos: como escolhas determinam nossa vida e muitas vezes, essas escolhas nem partiram de nós. Vai falar sobre a corrupção no universo policial, em como o dinheiro pode comprar o silêncio e mudar vidas de inocentes. E sobre família e a força desse elo. E também sobre fé. 

Treze é um livro divertido e ágil (como a autora) e te prende do início ao fim. 

(nota da blogueira: Comecei a ler e quando vi já eram quatro horas da manhã hahah ).  

E aí, já leram? Gostaram? Querem ler? Vamos conversar!

Beijos!



Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Lê & filmes: It a coisa

sábado, 16 de setembro de 2017

Oii queridões, como vão?


Se você está lendo o título e se perguntando como eu tive coragem de ver esse filme, bate aqui que você é seguidor antigo! 

Se você leu a frase acima e não entendeu nada, bate também e seja bem vindo ao blog! 

Acontece é que eu não gosto de terror. Não por achar chato ou algo assim, mas por nem ter coragem de assistir! E como fui parar nas cadeiras do Cinemark (desculpa pela propaganda, mas foi sem querer), encarando o Pennywise? Bom, tudo começou com o meu irmão caçula me pedindo para acompanhá-lo, já que ele nem poderia assistir só. 

E como ele me garantiu que não dava muito medo, meti a cara e fui. E não é que gostei?? Pela primeira vez vi um filme que me deu sustos, me fez rir e não fiquei traumatizada para fazer algumas ações cotidianas. 

(nota da blogueira: se você ficar, eu te entenderei! Algumas cenas são bem tensas mesmo). 


As crianças da cidade de Derry começaram a desaparecer. Bill, incentivado pela vontade de descobrir o que aconteceu a seu irmão, convence seus amigos a ajudá-lo a procurar. E o caminho destas crianças acaba se unindo ao do palhaço Pennywise, cuja história de violência vem de séculos. 

O filme, em vários momentos, me fez ter saudades de Stranger Things (yeah, chega Outubro!) pela atuação marcante (e emocionante) dos atores mirins. O Clube dos Otários, que ao longo do filme foi crescendo para 7 (oficiais) crianças - você vai querer ser amigo deles, então se quiser se considerar nas contas, fique à vontade!. 

E pela grande quantidade de personagens, poderíamos nos deparar com um filme com pouca exploração da personalidade de cada um, o que não é o caso. O longa fez questão de evidenciar que cada um é diferente, tem suas manias e seus dramas de vida. A presença de Pennywise até reafirma que os medos são diferentes. 

It: a coisa está com uma fotografia muito bonita, atores muito bons (e espero que esses atores mirins cresçam cada vez mais!) e um roteiro que vai te tirar o fôlego em alguns momentos e nos outros vai te fazer rir. 

(Observação importante: Pennywise pode sentir seu medo. Cuidado!)

Super vejam! Eu já quero ler o livro, uma vez que ele foi baseado no livro homônimo do mestre Stephen King (que ainda pretendo ler!)

Beijos!

Data de lançamento 7 de setembro de 2017 (2h 15min)
Direção: 
Gêneros TerrorSuspense
Nacionalidade EUA




Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Resenhando: Menina Veneno, da autora Carina Rissi

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Olá queridões, como vão?

A resenha de hoje é de lançamento!! Carina Rissi aproveitou a Bienal e fez o lançamento de seu livro Menina Veneno. Os fãs pediram e esta estendeu a história de Malvina, que havia aparecido em um conto no Livro dos Vilões.

Malvina Neves é bonita, rica e poderosa.  Quando Henrique Neves - seu marido - falece em um acidente de carro (ele era piloto), Malvina se vê tendo que cuidar da filha dele, Bianca Neves. Acontece que Malvina despreza Bianca e mal pode esperar para a jovem completar seus 18 anos e Malvina enfim se ver livre dela. 

Acontece que sempre ouvimos a versão de Bianca sobre os fatos. Que fatos? Vai me dizer que você não sabe que ela andou espalhando por aí que ela foi parar em um lugar longe e foi resgatada pelos 7 novos amigos. E pior, tentaram matá-la! Saiu nos jornais e revistas!

E é por causa disso que estamos aqui, frente a frente com Malvina. Ela acaba de nos oferecer uma torta de maça (eu não sei se quero, mas fique a vontade) e está disposta a nos contar a sua versão dos fatos. E... será que Bianca tem ou não razão?




"E quando se erra, só se tem duas opções: para baixo ou para cima. Ficar se lamentando eternamente ou fazer alguma coisa para remediar o fracasso. Você deve estar pensando que não é bem assim que funciona e eu respondo: é por isso que você ainda anda de ônibus."

Primeiro eu queria dizer que para os padrões Carina Rissi, Menina Veneno  é um livro curto, mas não deixa de ter muita ação e arrancar aquelas risadas, frequentes da obra da autora. #amochicklit

Malvina é aquela personagem que você ama odiar. (ou nem odeia, fato é esse). A verdade é que eu, como Abel, acho suas atitudes horríveis em algum momento, mas é dificil pegar e abandonar essa conversa. Sim, porque o livro é narrado de maneira como se estivéssemos conversando com a personagem. 

E a todo momento ela para a narrativa e age como se tivesse respondendo a algum pensamento nosso (o que é bacana). Apesar da fachada arrogante e fútil, observamos uma mulher que fez de tudo para sair da vida que tinha antes. Ela esqueceu, porém, que alguns limites precisam ser impostos. E é o que ela vai aprender ao longo da obra. 

Por ser curtinho, rapidinho você devora a obra! Ele é otimo para sairmos daquelas ressacas literárias brabas #ficaadica  Resumindo, se você ama uma leitura rápida e divertida, esse é o livro pra você!

Bom, eu acabei não aceitando a torta, de qualquer maneira. :) 

E vocês? Já leram? Desejam?

Beijos!



Menina Veneno

Editora: Galera Record
Autora: Carina Rissi
Páginas: 192 páginas

Comprar: Saraiva | Submarino | Lojas Americanas | Amazon





Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Palavreando: À você

quarta-feira, 13 de setembro de 2017


Foto reprodução
À você
Oi, 

Eu fiquei pensando. 
Mesmo que tudo em mim gritasse para parar. 
Eu fiquei sentindo.
Mesmo que não devesse. 
É... fiquei lembrando.
E as lembranças talvez sejam as piores ( e melhores) partes.

Eu me lembro de tudo. Desdo o primeiro instante em cruzei o olhar com o seu. Foi rápido, tão inusitado que ainda me pergunto se tudo aconteceu como tenho em mente. Lembro do dia seguinte, em que puxou conversa e eu quase acreditei que tinha sido verdade. 

E nos outros dias, continuávamos nos falando. Ou quando não, ouvia você falar de mim. Era bobo, mas fazia despertar algo e mim. E eu quis criar barreiras, mas elas não se sustentavam. E a partir daí tudo saia de controle. Lembro da sensação de ser reparada, de te procurar com o olhar, de querer puxar conversa, mas não saber como. Lembro de passar por ali na ilusão de nos esbarrarmos. 

Eu sempre acreditei que tudo na vida tem o momento certo para acontecerem. Mesmo que nossa breve história não passe de doces lembranças, um capítulo do livro de nossas vidas, estarei marcada. Porque você estava presente (mesmo que não saiba) quando eu criei coragem para ouvir o que tantos me diziam. E estabeleci novas metas e pela primeira vez, estou conseguindo cumpri-las. 

Nem sempre soube lidar com pessoas, escrever para mim sempre foi tão mais fácil. Eu escrevo, mesmo sabendo que você nunca lerá. Eu escrevo esta para te agradecer, querido estranho - nem tão estranho assim - por ter me feito lembrar que se permitir sentir faz bem. Para a alma. 

E já não me importa se você nunca procurar saber se consegui trocar para o outro lado da moeda, você fará parte para sempre deste texto. É... dedico esta carta à você. 

Com carinho. 


* OK, estou atrasada. Bem atrasada, mas este é o texto de Agosto do projeto Escrevendo sem medo. O desafio era fazer uma carta para alguém que gostamos (e se declarar). Espero que vocês curtam!

Beijos, Lê!



Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.





Lê & filmes: A bailarina

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Hey queridões, como vão?


Desculpa o sumiço, mas foi por motivos de: Bienal!!! E com o fim dela (#tristeesaudosa), voltamos à ativa com muitas novidades vindo por aí, inclusive sorteios (fiquem de olho em nosso ig e não perca. Tudo autografado, hein?). 

O filme de hoje é uma animação (#amoanimações) que conta a história de órfãos - Félicie e Victor - que possuem sonhos de ser bailarina e inventor, respectivamente, na época da Belle Epoque. E apesar de terem uma vida complicada e de sempre dizerem a eles para desistirem, os jovens decidem fugir e correr para realizar esse sonho. 

Victor arma um plano e promete levar Félicie para a grande escola de música em Paris. Assim feito e logo que chegam em Paris os jovens se separam (acidentalmente) e Félicie acaba entrando na escola e observa uma apresentação de balé. Quando é expulsa, já que seus trajes nem de longe se comparam aos que os "estudantes e frequentadores de lá usam", ela acaba conhecendo uma faxineira que a aceita em sua casa (a contra gosto). 


Félicie acaba conseguindo uma vaga na escola e se vê com o desafio de não saber dançar. As outras alunas sempre tiveram aula de balé, enquanto ela teve apenas um sonho. E aí vem a segunda grande questão do filme: até onde você iria para conquistar seu sonho? Superar todas as barreiras impostas é necessário.


Ela decidi correr risco e para não ser a eliminada, se faz necessário que ela mude toda sua rotina e aceite a ajuda de alguém inesperado. Victor acaba se reencontrando com ela e apesar de seu jeito desastrado (que achei fofo!), a ajuda sempre que dá. Ele também é um exemplo de luta. Para chegar perto de seu sonho, ele aceito ser o ajudante do Gustavo Eiffel, mesmo que isso signifique que ele tenha que ser o cara que aponta o lápis. 

O filme é clichê em vários aspectos como o jeitinho engraçado de Victor ou a vilã. Até mesmo o processo de Félicie para conquistar um grande papel. Porém eu me diverti com o filme e o mesmo passa uma mensagem muito bonita. 

Se você ama animações, vai gostar! Fica o trailer para vocês: 

Ficha técnica

Sinopse: Uma sonhadora menina órfã toma uma atitude arriscada: fugir para Paris e realizar o sonho de ser uma grande bailarina. Lá, ela decide se passar por outra pessoa, e consegue uma vaga no Grand Opera, onde vai aprontar muitas aventuras.
Data de lançamento: 26 de janeiro de 2017 (Brasil)
DireçãoEric SummerÉric Warin
Música composta porKlaus Badelt
Ele está disponível na Netflix e Youtube.


E vocês, já leram? Gostaram? 

Beijos!


Leatrice
Prazer, Lê! Tenho 20 anos, sou paraense mas moro em Niterói. Apaixonada pelo mundo literário em suas diversas facetas e agora uma apaixonada por fotografia.
 
© Lê e Ler!, VERSION: 01 - BOOKS - outubro/2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Maidy Lacerda,
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo