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Lê e ler


Hey queridões, como vão?

Já faz um tempinho que não trago entrevistas pra vocês, né? Mas hoje voltamos em grande estilo. O bate papo é com a autora Cinthia Freire. Ela escreveu a série Segredos, onde resenhei o primeiro aqui. 

Cinthia, primeiro eu queria agradecer por ter aceito essa entrevista para o blog. Você poderia contar como foi o seu processo para começar a escrever. O que te motivou?

A primeira historia que escrevi foi aos onze anos, lógico que foi uma história bem típica de uma garota de onze anos. O que me levou a escrever foi minha professora de português da quinta série. Ela fazia uma brincadeira com seus alunos e a melhor redação da sala ia participar de um caderno super estiloso que ela tinha. E todos queriam muito estar naquele caderno. Então ela estimulava a gente a fazer boas redações e e essas redações acabavam saindo com muito mais do que vinte linhas. Esse foi o pontapé inicial para eu começar a escrever.

Eu acompanho muitos autores e uma das perguntas que mais gosto de fazer é como é sua rotina para escrever? Existe algum horário mais especial?

Acho que a gente acaba pegando algumas manias.O melhor horário para escrever, para mim, é de madrugada, porque não tem ninguém te ligando, não tem a bicicleta do gás ou o gato do vizinho. Tem aquele silêncio e você pode focar na escrita, integralmente. Nem sempre eu consigo, porque eu acordo muito cedo para levar os filhos pra escola. Mas eu sempre busco escrever à noite.

E música? Como é a sua relação com ela ao escrever seus livros?

No meu caso é engraçado porque eu tenho uma música para cada livro. E eu a ouço exaustivamente. Fica no repeat rs. Mas eu não a ouço em todo o meu processo de escrita. Geralmente eu a uso em alguns pontos como aquela cena de amor, a briga em que o casal vai separar ou um momento muito dramático, muito intenso, um final. 

E você tem algum trabalho que concilie com a escrita, além de ser mãe e esposa (que já é um baita trabalho!)?

Não, hoje eu sou exclusivamente escritora. Mas sou arquiteta formada, já trabalhei algum tempo na profissão. Porém é muito difícil manter as duas profissões, porque a escrita não tem hora para começar nem terminar. Você está sempre com a história na cabeça e ela fica girando em torno de você. As vezes você está no meio do dia, surge uma ideia e você senta e escreve. É bacana, mas nem todo mundo pode ter esse privilegio.

E a sua família, sempre te apoia?

Muitoo. Eu preciso muito do apoio deles das minhas filhas. As vezes eu falo: mamãe está escrevendo e elas ficam em silêncio. A porta fica fechada por horas. Meu marido que tem que ficar ouvindo eu falar sobre o Gabriel, o Vinicius, o Alan, o Thomas...

Então, precisamos muito desse suporte porque sem ele não consguimos, seremos os loucos da família.  Eu nem considero uma profissão, acho que faz parte da gente. Você só precisa descobrir o momento em que vai deixar  fluir.

Você já publicou no Wattpad?

Sim! Eu tenho um livro chamado Antes dos 20, ele foi publicado em 2015. O meu propósito era conhecer todas as plataformas de publicação. Então eu já publiquei livro tradicional na editora, já publiquei no Wattpad e na Amazon. O Antes dos 20 já chegou a ter a marca de 220 mil leituras. É um chick lit. Ficou lá por um ano e foi retirado. Agora vai ser relançado na Amazon.

Foi bem bacana. Eu fazia postagens semanais, e tínhamos uma hashtag #pormaissextasfeirasfelizes e quando chegava perto do dia, as leitoras começavam a usá-la.

E falando nisso, como é essa relação com os fãs?

Olha, não cai a ficha até hoje. Porque eu sou leitora antes de ser escritora. Para mim é surreal, mas muito gratificante. Quando o leitor vem até você e fala: amo seu livro, aquela história me tocou.. É o pagamento mais precioso que um escritor pode ter.

No livro Meu erro, temos cenas fortíssimas sobre depressão. Tem uma cena da Carol em que ela tem vontade de tomar os remédios para amenizar a dor, mas seria ir contra tudo que vinha fazendo. Como foi escrever e pesquisar essas cenas?

Eu acho que essa cena em que ela cede é o momento mais difícil de quem tem uma doença psicológica: o momento de aceitar que você a tem. Eu senti que a personagem estava pedindo ajuda e pensei em quantas Carolinas estão pedindo ajuda neste momento. Que está passando por fraca, que não tem força de viver... E na verdade ela é tão forte ao ponto de conseguir viver com aquilo, sobreviver e superar. 

É um trabalho de pesquisa muito difícil. A depressão é um tema que eu não conhecia muito bem e não tinha  me aprofundado muito até escrever a Carol. E eu me surpreendi bastante com esse universo. 

A depressão que é a doença do século,que atinge muitos jovens. Deveria ser tratada com mais seriedade. 

Rapidinha

Uma comida: pipoca
Um lugar; praia
Um autor:Carina Rissi e a J R Ward

Bom, pessoal! Espero que tenham gostado. Querem ler mais entrevistas? Na nossa edição de Outubro da revista  entrevistamos o Mauricio Gomyde e a Aline Sant Ana :D

Beijos!


13:10:00 2 Comments
Oiie queridões, como vão?

Alguma vez você já deve ter sentido medo. Ou quem sabe, solitário. Tem pessoas que sentem isso com mais frequência que outras. Gabriel e Carol são duas pessoas assim. Que sentem mais que as outras. A diferença não está propriamente dita no quanto você sente, mas no que faz para sair desse ciclo. 

E isso faz toda a diferença. 

Caroline pode dizer que ela tentou ir pelo caminho mais fácil. Hoje, ela tenta fazer o mais difícil que é reconstruir sua vida, com tudo o que sobrou dela. Mesmo quando seus pais e sua amiga acham que ela pode fraquejar. E ela pode. Todos podemos. Mas jamais podemos tirar a chance de alguém de tentar. Ser diferente. 

Gabriel, por sua vez, é um jovem que poderia ter tido tudo. Quer dizer, ele tem dinheiro, uma boa casa... Mas isso vale quanto? O que é necessário ter para não se sentir só? As mulheres com que ele costuma sair não conseguem mudar em nada. Tampouco as horas se drogando. Era para ser mais fácil. 

E quando o caminho desses dois se cruzam, eles sentem que estão cometendo o pior e melhor erro de suas vidas. Como duas pessoas com problemas tão parecidos podem ficar juntos? Sem que isso cause o mal de um deles? (ou dos dois?). Mesmo contra tudo e todos, Gabriel e Carol tentam se ajudam e dar voz ao coração deles. 



A escrita de Cinthia é fluida e nos toca profundamente. Ao longo do livro vamos percebendo o cuidado que a autora teve em estudar a depressão, vícios e síndromes para que nossa experiência ao ler fosse o mais verossímil possível. Isso quer dizer que teremos muitas baixas, brigas... 

Quem tem (ou convive com quem tenha) sabe que a depressão não é uma doença fácil. Primeiro que é difícil a autoaceitação. Segundo, exige dos companheiros um apoio e paciência gigantescos. E Cinthia trouxe isso para nós. Vamos conhecer, pela visão dos dois, como é essa luta. 

Os personagens são cativantes e você sente vontade de ajudá-los a passar por tudo. A narrativa é alternada entre Carol e Gabriel, nos permitindo conhecê-los melhor. 

Meu erro é o primeiro livro da série Segredos. Além das tramas que já citei, ele nos fará pensar sobre bullying, relações familiares e julgamento. É fácil julgarmos uma pessoa como errada. Difícil é estender a mão para ajudá-la. 



Meu Erro

Série Segredos # 1
Autora Cinthia Freire
Páginas: 380
Compre na Amazon 

E aí? Já conheciam o livro?

Beijos!



12:51:00 6 Comments

Hey, leitores, como vão?


Alguma vez você já reencontrou seu ex e quis parecer que estava muito bem sem ele? 

(Pausa para sua resposta)

Débora está nessa situação. Na verdade ela até está bem com a vida que ele. Acontece que seu irmão vai casar e o casal de madrinha-padrinho será ninguém menos que o seu ex e a sua "amiga", aqueles dois traíras do passado. 

Disposta a não ser humilhada novamente, Débora, com a ajuda de sua amiga Carol, decide que arrumar um acompanhante de aluguel não seria uma ideia tão ruim. Ele apenas precisaria comparecer em algumas ocasiões e fingir ser o seu namorado. Daria certo!

Bom, acontece que Debby não imaginava que seria logo Théo o único garoto de programa a passar na entrevista. Com aquele sotaque, roupas caras, lindo... Seria difícil resistir ao chamar daquele homem misterioso. Ainda mais quando sua amiga decide inventar que eles são noivos e para isso os dois passam a "morar juntos". 

Comprar: Saraiva | Editora Charme | Amazon

Aluga-se um noivo foi uma das leituras que mais gostei neste ano. O motivo? É um livro cheio de romance, engraçado e até tem algumas cenas picantes (mas bem menos do que imaginamos ao saber que Théo é garoto de programa). 

Debby é uma excelente administradora, mas odeia seu trabalho. Mas sabe aquele receio de ficar desempregada? Théo vai ser uma das pessoas que mais vai incentivá-la a correr atrás de novas oportunidades. Afinal, ela merece ser tratada melhor. Ninguém merece sofrer abusos. 

Théo é aquele homem que vai nos arrancando suspiros o livro inteiro. Misterioso até onde não pode mais, já que ele evitar falar sobre a vida ou o trabalho dele. O que garante boas confusões (vulgo, brigas) com Debby. Ele a atiça, é romântico, incentiva seu lado independente. 

Carol, amiga de Debby, é uma figura. Impossível não querer ser amiga dela, mesmo que ela nos meta em algumas confusões. Um ponto interessante sobre ela é a sua bissexualidade. E que até foi bem explorada no livro. 

A narração é em primeira pessoa, na voz de Débora. Láaa pro final começaremos a ter a voz de Théo, o ficou interessante para conhecermos - pela primeira vez - seus pensamentos verdadeiros. Até mesmo por que, as vezes o que Debby pensa pode nem ser verdade. (Pré julgamentos, quem nunca?). 

Adorei a escrita da autora, fiquei presa no livro e só consegui parar quando acabei o livro. Eu gostei da capa, ela diz bastante sobre Theo hahahah

Gostaram do livro?

Beijos!


12:40:00 No Comments

Hey queridões, tudo bem?

Vocês já se perguntaram como algumas pessoas podem ter tanta sorte? 

Bom, Emily nunca se questionou isso. Aliás, herdeira de uma grande grife de moda, nunca foi uma de suas preocupações descobrir porque sempre que desejava algo, ela acontecia. Ou porque conseguia se livrar de alguma situação chata...

Bom, ela nunca se preocupou até naquela noite. Qual? Aquela noite em que depois de ganhar muito dinheiro na roleta, ela acabou parando em um banheiro sozinha com um homem. Não querendo ser tocada por ele e o mesmo insistindo, ela gritou não. Até aí normal. Mas acontece que o cara foi parar do outro lado do banheiro. 

Com medo daquele evento e a estranheza repentina dos pais, Emily começa a ficar preocupada com o que possa estar acontecendo. Porém tudo piora quando seu caminho cruz com o de um misterioso americano que vai lhe fazer descobrir coisas que Emily achou nunca ser capaz de sentir. 




Por um toque de ouro é um livro de fantasia que mistura o dia a dia com lendas, no caso irlandesa. A escrita da Carolina é bem gostosa e você fica preso no livro, ainda mais pelo ar de mistério que ronda a obra. Segredos, segredos...

O único ponto negativo - que não me fez parar a leitura, mas é pessoal - foi a própria protagonista. Apesar de sabermos que é frequente que pessoas com uma condição bem elevada (que obviamente é o caso de Emily) sejam mimados e egoístas, é chato ler isso. Porém é coerente, de alguma maneira. E esse é um dos pontos que Emily vai amadurecendo durante a obra. 

O livro é o primeiro volume de uma trilogia e eu fiquei bem curiosa para saber o que será feito adiante, já que a obra contém várias reviravoltas. 

E aí, já leram?

Beijos!


13:30:00 2 Comments
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Leatrice Barros

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Oi, gente! Meu nome é Leatrice, mas pode me chamar de Lê. Sou estudante de Letras Português - Inglês na UFF e criei esse canto para unir a faculdade que amo com o universo dos livros e filmes!

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